segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Final de semana de solteiro é sempre assim: Ou estamos com famílias tradicionais ou recém-formadas ou vamos para o inverso, estamos com aqueles em que o desejo de ter filhos está logo abaixo do pré-sal. Confesso que ainda tenho optado pelo segundo, até porque não dá pra beijar na boca de homem com filho pequeno e mulher recém-parida e muito menos de um ser careca, barrigudo, estirado num sofá de plástico, escorrendo suor do peito peludo e que grita pra uma senhora de robe florido: Mulher, pega a cerveja!
O meio está aí. Todos os dias. Passa por mim na rua, dobra esquina, reclama do trânsito, pensa em mudar de emprego, olha a lista de concursos na net, lembra que esqueceu de jogar na megasena ontem e mesmo assim confere o jogo, o vento bate no seu rosto, constata que está a muito tempo sem transar e que transar o alivia...E eu andando na rua não vi a poça dágua e enfiei meu pé com unha pintada de vermelho rubi, que não é diferente do vermelho carne, nem do vermelho paixão, mas que dói do mesmo jeito quando escorre um vermelho sangue...

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